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Meus livros na Bienal!

Galera, descobri que tenho, sim, livros na Bienal.
Eis!

Estande da Editora Alaúde:


Para leitores em formação, uma história sobre uma invasão alienígena em BH.
Mega-fofo.

No estande da Escala Educacional tenho livros que adaptei. Eis:


Minha versão do grande romance do Julio Verner.


Essa adaptação eu adoro! Hércules em primeira pessoa. Divertido.


Nesse eu viajo bem nas ledas do Rei Artur. Começo com ele menino e mando ver. Recomendo.

 


11h08




Subemprego 15: Promotora do Estande da Cia das Letras na Bienal

Na entrevista nem passou pela cabeça deles perguntar se eu tinha livros publicados. Perguntaram se eu já tinha trabalhado em feira de livros. Menti que sim e estava contratada. Minha função era informar às pessoas onde estava o livro que procuravam:

- Você tem aquele do Amyr Klink?
- Aquele chato em que ele fica navegando e nada acontece?
- O mais famoso dele....
- Ter, tem... Mas eu não recomendo.

Era batata. A pessoa logo desistia do Amyr.
- O que tem de legal, de aventura?

Nessa hora eu empurrava a pessoa para um canto do estande.
- Já ouviu falar de uma jovem escritora, considerada a nova revelação da literatura brasileira? Índigo.
- Como?
- Índigo, que nem a calça jeans.
- Nunca ouvi falar.
- Pois não sabe o que está perdendo!
- E onde ficam os livros dela?

Essa era a parte complicada. Eu puxava o "Saga Animal", que já estava estrategicamente escondido atrás de um Ruy Castro.

Teria vendido milhões, se não fosse o fato das pessoas darem uma folheadinha e dizerem:
- Acho que vou levar o Amyr Klink mesmo.


09h24




Subemprego 14: Mocinha da Sala de Velas

- As pessoas vão falar com você por aqui. Alguma dúvida?

Muitas. A primeira era: por que não fizeram a grade mais pro alto? Assim eu poderia ver o rosto das pessoas, e não suas barrigas. Mas eu sei que patrões não gostam de dúvidas e, como eu ia trabalhar para Deus, diretamente, eu tinha que ter fé, não dúvidas.

Assim eu me tornei a mocinha da sala das velas. A pessoa comprava a vela comigo e acendia ali ao lado, onde as paredes eram pretas e fazia um calor dos infernos. Depois de uma semana, estava prestes a morrer de tédio, quando percebi que eu podia fazer mais do que vender velas:

- Pra qual santo?

Conforme a resposta eu decidia se era pra arrumar marido, dinheiro, problema de saúde, mulher querendo engravidar, distúrbio mental ou encosto.

- O pedido...
- Como?
- Qual o pedido que a senhora vai fazer?
- Ah... Bem... É pro meu filho que foi pra cadeia.
- Motivo?
- Como?
- Motivo da prisão?
- Contrabando, ai Deus o livre. Pobrezinho...

Prometi a Deus que não faria mais que três perguntas por pessoa. O pagamento era miserável, mas até que rendeu algumas historinhas.

 


09h28




Subemprego 13: Entregadora de rosas no Dia da Mulher

Eu tinha que me espremer dentro de um vestido vermelho de cetim, subir num salto agulha e sorrir. Não era pra ser sexy, só simpática. O cabelo devia ficar preso num coque, e nada de maquiagem pesada.

- A mulher passa, você entrega a rosa e diz: "Parabéns pelo seu dia! Boas compras!" Alguma dúvida?

Nenhuma! O pior que podia acontecer era eu cair do salto agulha. Passei o dia distribuindo rosas na porta do shopping. Tranqüilinho! Até que chegou uma pessoa:
- Você não vai me dar uma rosa não, ô!

Dei um sorrisinho. Era fim do expediente, achei que podia abrir uma exceção:
- Só se for para o senhor entregar para sua esposa.
- Que senhor o que, ô! Eu sou mulher, sua retardada!

Foi horrível. Ela apertou os próprios peitos e ameaçou levantar a camiseta. Entreguei meia-dúzia de rosas e pedi mil desculpas. Mesmo assim tive que ouvir que eu era uma ignorante e reacionária.

Não há subemprego tranqüilinho....


09h35




Subemprego 12: Secretária da Sociedade de Estudos Gaya

O nome era só fachada. Na verdade estudavam gnomos. Meu trabalho era ficar sentadinha na recepção, onde todas as paredes eram abarrotadas de livros sobre gnomos. Alguns bonequinhos de gnomos ficavam sentadinhos entre os livros, todos à venda.

Além de recepcionar os visitantes, eu fornecia informações sobre as pesquisas de campo.

O pagamento era ótimo. Em algum lugar devia ter uma caverna subterrânea cheia de moedas de ouro. Preferia não saber. Os pesquisadores sempre foram muito simpáticos comigo. Aliás, ali todo mundo era simpático e alegre, o tempo todo. Eu me perguntava o motivo de tanta felicidade. Contanto que não aparecessem gnomos de verdade, por mim estava sossegado.

Até que um dia um gnomo roxo, que ficava sentadinho na última prateleira, pulou. Do nada ele se jogou lá de cima e caiu na minha mesa. Muito calmamente, peguei-o pela cintura e o recoloquei no lugar. No dia seguinte ele repetiu a façanha.

- O baixinho ali já começou a te atazanar? - perguntou o diretor.

Só aí percebi que a coisa era realmente séria. No final do expediente, torci o pescoço do boneco. Eu não ia perder uma boiada daquelas por medo de gnomo, não mesmo.


09h56




Subemprego 11: Vendedora de sonhos

- A primeira coisa sobre vender perfumes é que, na verdade, não estamos vendendo perfume - disse o palestrante.

Gostei disso. Pelo menos era honesto, pois as coisas nunca são o que são.
- Vendemos sonhos. Quando uma mulher compra um perfume, ela está comprando desejo, sedução, sensualidade, beleza, glamour.
Retiro a parte do honesto.

- É isso que vocês devem transmitir!
Ele só não explicava como. Eu passei a empinar mais os peitos e encolher a barriga. Teve uma colega que pintou o cabelo de amarelo. A outra tirou as sobrancelhas e desenhou dois arcos, devia ser o glamour. Falávamos com vozes roucas e cruzávamos e descruzávamos pernas: sensualidade.

Não adiantou nada. Tenho certeza que a escolha era pelo nome. As mais espalhafatosas escolhiam Picasso, as poderosas: Eternity, as esquisitas: Dali, as inexpressivas: CK1.

Eu vivia das amostras grátis e uma inveja corrosiva. A única vantagem é que eu, ao contrário delas, podia mudar meu sonho a cada dia.


08h30






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