
![]() Perdendo Perninhas - grupo de amigas enfrenta os temores da quinta série Visite o Site
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Subemprego 45: Chefe de escoteiras
A primeira condição era que elas voltassem vivas. Eram quinze pré-adolescentes mimadas, uma floresta e eu. Elas já sabiam tudo sobre a vida. Armei minha barraca abri um livro e desejei boa sorte. Seriam quinze dias de convivência. Na segunda semana, lembraram da minha existência. Fechei o livro e ensinei algumas coisas de sobrevivência na selva. Estavam calmas, concentradas, temerosas e solidárias. Voltei ao livro bastante satisfeita. Sim, eu havia feito um excelente trabalho.
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Subemprego 44: Hare Krisna
Meu ponto era na Fradique Coutinho, esquina com a Cardeal Arcoverde. Primeiro eu sorria. Depois, explicava: Era um farol demorado. Demorado até demais.
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Notinha sobre o lançamento
Estava cheio de gente! E eu não podia estar mais feliz. Agradeço a todo mundo que foi. Mas, principalmente, aos leitores do blog que apareceram por lá. Foi ótimo conhecer vocês, sair do virtual e ver rostos de verdade. Agradeço de coração e agora... espero que gostem do livro!
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É HOJE!!!
Lançamento do meu mais novo livro: E agora, 3 motivos para vc ir a este lançamento:
HOJE: 19 de abril, 18:30hs - 21:30h, na Livraria da Vila - R. Fradique Coutinho, 915 - Vl Madalena - São Paulo
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Subemprego 43: Mãe Comunitária
Eu ganhava quarto, comida, um dinheirinho e 10 filhos. Cada mãe ganhava 10 filhos, numa casa de 40. No início eu achava que "mãe" fosse um desses termos politicamente corretos, para criar um relacionamento afetivo com os órfãos. Achei um pouco brega, mas mesmo assim topei. Quando eles gritavam: - Ô MÃE!!! O Sidney me bateu! Eu corria para apartar: - SIDNEY! O que foi que a mãe falou! O que foi? Hã? Foi mais fácil do que eu imaginava. Quando vi, estava dando chineladas. - PÁRA MÃE! O regulamento diz que a senhora não pode bater na gente! Vou denunciar para a diretora! Até o dia em que fui denunciada pelo meu caçula e perdi a guarda das crianças.
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Subemprego 42: Contadora de golfinhos
O Instituto armou uma barraca no alto de uma pedra lá em Fernando de Noronha. Recebi um binóculos, uma prancheta e uns equipamentos que eu nunca usava. Entre 16 e 17h uma turma de golfinhos passaria por aquele pedaço de mar. Meu trabalho era contar quantas cabeças de golfinho passavam por dia. Por isso eu tinha que ficar naquela barranca, no alto da pedra. Ora, era o subemprego da minha vida! Durante os primeiros dias, botava o despertador para tocar às 15:55. Corria para o penhasco e ficava atenta a qualquer movimento. Era como se eu estivesse salvando o planeta. Nunca me senti tão bem, fazendo tão pouco. Minha alegria acabou certo dia quando, às 14:17 passou uma turma. Depois passou outra, às 18:11. No dia seguinte, às 13:02 passou um, sozinho! A partir daí foi um estresse só.
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Subemprego 41: Natureba
Eu vivia numa comunidade. Plantava milho, colhia milho, limpava o milho e fazia pão. Vendia o pão na cidadezinha vizinha. Ia a pé com um cesto de pão nas costas, e cantando. Cantávamos o tempo todo e caminhávamos feito mulas. Às vezes eu queria conversar, mas sempre alguém cantava em resposta. Às vezes a música que cantavam tinha a ver com o que eu falava. Outras vezes, se tinha, eu não entendia. Desisti de conversar normalmente e comecei a cantar também. Plantava milho, colhia milho, limpava o milho e cantava até para dizer bom dia. Acordava e cantarolava: - Boooooom Diiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaa! Bomdia, bomdia, bomdiááááááá! Acho que foi por isso que falimos. As pessoas da cidadezinha começaram a ficar com medo de nós.
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Semana dos Subempregos Transcendentais
Definição: subemprego transcendental é aquele que:
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