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Subemprego 45: Chefe de escoteiras

A primeira condição era que elas voltassem vivas.
A segunda, que voltassem menos frescas.
A terceira, que não se matassem.

Eram quinze pré-adolescentes mimadas, uma floresta e eu.

Elas já sabiam tudo sobre a vida. Armei minha barraca abri um livro e desejei boa sorte. Seriam quinze dias de convivência.
Na primeira semana, resolveram seus problemas pessoais. Algumas perderam um pouco de cabelo. De vez em quando, depois de ouvir os gritos eu fazia uma contagem, de longe.

Na segunda semana, lembraram da minha existência. Fechei o livro e ensinei algumas coisas de sobrevivência na selva. Estavam calmas, concentradas, temerosas e solidárias. Voltei ao livro bastante satisfeita. Sim, eu havia feito um excelente trabalho.


09h24




Subemprego 44: Hare Krisna

Meu ponto era na Fradique Coutinho, esquina com a Cardeal Arcoverde.
- Dois e cinqüenta por cinco incensos? Caro, heim!

Primeiro eu sorria. Depois, explicava:
- Sim, é um pouquinho mais caro porque com esse dinheiro mantemos o nosso centro. Leve um folheto. Estamos de portas abertas.
- Essa é boa. Eu vou aumentar o preço do cimento e falar que é pra manter o centro.

Era um farol demorado.
- Deixa eu lhe perguntar uma coisa, filha. O que você fazia antes de virar hare?
- Eu escrevia.
- Escritora?
- Sim.
- Foda, heim...

Demorado até demais.
- E você nunca perde a paciência?
Então eu dava um sorriso mais efusivo e suspirava longamente, de olhos fechados. Era o tempo do farol abrir. Eles iam embora sem resposta. Nervosos. Hehehe.


10h38




Notinha sobre o lançamento

Estava cheio de gente! E eu não podia estar mais feliz.

Agradeço a todo mundo que foi. Mas, principalmente, aos leitores do blog que apareceram por lá. Foi ótimo conhecer vocês, sair do virtual e ver rostos de verdade.

Agradeço de coração e agora... espero que gostem do livro!


10h31




É HOJE!!!

Lançamento do meu mais novo livro:
"Como Casar com André Martins", pela Editora Girafinha.

E agora, 3 motivos para vc ir a este lançamento:

  1. Porque no meu último lançamento caiu o maior toró e muita gente não conseguiu chegar.
  2. Porque este é o livro mais divertido que já escrevi.
  3. Porque depois a gente vai pra Mercearia São Pedro beber cerveja!

HOJE: 19 de abril, 18:30hs - 21:30h, na Livraria da Vila - R. Fradique Coutinho, 915 - Vl Madalena - São Paulo


09h57




Subemprego 43: Mãe Comunitária

Eu ganhava quarto, comida, um dinheirinho e 10 filhos. Cada mãe ganhava 10 filhos, numa casa de 40. No início eu achava que "mãe" fosse um desses termos politicamente corretos, para criar um relacionamento afetivo com os órfãos.

Achei um pouco brega, mas mesmo assim topei. Quando eles gritavam:

- Ô MÃE!!! O Sidney me bateu!

Eu corria para apartar:

- SIDNEY! O que foi que a mãe falou! O que foi? Hã?

Foi mais fácil do que eu imaginava. Quando vi, estava dando chineladas.

- PÁRA MÃE! O regulamento diz que a senhora não pode bater na gente! Vou denunciar para a diretora!
- Que diretora, moleque?
- A diretora, sua louca! Pirou?
- Não fale assim comigo que eu conto pro teu pai!

Até o dia em que fui denunciada pelo meu caçula e perdi a guarda das crianças.


09h55




Subemprego 42: Contadora de golfinhos

O Instituto armou uma barraca no alto de uma pedra lá em Fernando de Noronha. Recebi um binóculos, uma prancheta e uns equipamentos que eu nunca usava. Entre 16 e 17h uma turma de golfinhos passaria por aquele pedaço de mar. Meu trabalho era contar quantas cabeças de golfinho passavam por dia. Por isso eu tinha que ficar naquela barranca, no alto da pedra. Ora, era o subemprego da minha vida!

Durante os primeiros dias, botava o despertador para tocar às 15:55. Corria para o penhasco e ficava atenta a qualquer movimento. Era como se eu estivesse salvando o planeta. Nunca me senti tão bem, fazendo tão pouco.

Minha alegria acabou certo dia quando, às 14:17 passou uma turma. Depois passou outra, às 18:11. No dia seguinte, às 13:02 passou um, sozinho! A partir daí foi um estresse só.


09h23




Subemprego 41: Natureba

Eu vivia numa comunidade. Plantava milho, colhia milho, limpava o milho e fazia pão. Vendia o pão na cidadezinha vizinha. Ia a pé com um cesto de pão nas costas, e cantando. Cantávamos o tempo todo e caminhávamos feito mulas.

Às vezes eu queria conversar, mas sempre alguém cantava em resposta. Às vezes a música que cantavam tinha a ver com o que eu falava. Outras vezes, se tinha, eu não entendia. Desisti de conversar normalmente e comecei a cantar também. Plantava milho, colhia milho, limpava o milho e cantava até para dizer bom dia. Acordava e cantarolava:

- Boooooom Diiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaa! Bomdia, bomdia, bomdiááááááá!

Acho que foi por isso que falimos. As pessoas da cidadezinha começaram a ficar com medo de nós.


08h50




Semana dos Subempregos Transcendentais

Definição: subemprego transcendental é aquele que:

  1. Está em equilíbrio com a natureza
  2. Paga mal
  3. Oferece moradia e alimentação, porque paga realmente muito mal

08h48






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