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Subemprego 50: Vendedora de Banners do UOL

O ano era 1996

- Banner? Que é isso?
- É um quadradinho onde aparece seu anúncio. Temos em três formatos. E agora com uma novidade incrível! Banner animado.
- Como?
- Ele pisca.
- Você está querendo dizer que eu vou aparecer piscando na internet?
- Sim, quer dizer. Não na internet inteira, mas no Universo Online.

Eu abria os braços e repetia:

- Universo Online! Sermos o maior site da internet brasileira. Somos o primeiro portal. Somente no Universo Online você encontra conteúdo diferenciado. Temos até novela!

E nesse hora é que a coisa complicava. Eu tinha que demonstrar. Era um laptop velho que levava dez minutos para ligar, mas ligava. Enquanto isso, eu ia contando maravilhas do novo universo. Daí eu tinha que me conectar. Mas em 1996? Com linha discada? Impossível. Ficava no plano teórico. Nunca vendi um banner. Aliás, até hoje eu me pergunto, será que alguém ganha dinheiro com internet? Eu é que não.


09h26




Subemprego 49: Dançarina da Purific

Eu entrava no palco em meio a muito gelo seco e fazia minha pose. Ao primeiro acorde da música uma facho de luz azul caía sobre mim e eu abria braços e pernas, num movimento energético. Então, através do sistema de som Guilherme Arantes gritava:

- TERRA! Planeta Áááááááááááágua! TERRA! Planeta Áááááááááááágua!

Eu começava a girar e pular, até dar três piruetas e me atirar para o alto. De trás da cortina eu puxava o Purific Gold Super. Erguia o Purific sobre minha cabeça e ia ajoelhando lentamente, até ficar encolhida como uma sementinha. Agora o foco de luz azul estava apenas no Purific Gold Super. Eu havia sumido.

Todos aplaudiam e assim começava a Convenção Anual da Purific, a pioneira em filtros de água portátil do Brasil!

Dessa maneira, de peruca azul, viajei por diversas cidades do Brasil. E tem gente que reclama que não é possível viver de arte neste país.


09h28




Explicação

Para vocês que gostam de realidade e tempo real, um presentinho. Tudo sobre o sub 48 é real. É o que está acontecendo na minha vida, agora.

Ah, e o resultado disso poderá ser visto numa peça com estréia marcada para 14 de maio no Itaú Cultural. Maiores detalhes em breve.


09h02




Subemprego 48: Atriz & Modelo

Quando Fernanda Dumbra, diretora da peça, me mostrou as fotos do fotógrafo que faria nosso click, pensei: "Meu Deus, se ele fez isso com um bonequinho, imagine o que não fará comigo!"

Era uma gracinha de boneco, que ele transformou num animal possuído. A Diretora reforçou o conceito, e blá, blá, bla. Tudo bem, topei fazer as fotos e ficar horrível. Este era o conceito: horrível, deprimente, grotesco. Como tem cachê, topei.

Ivana Arruda Leite, minha parceira de palco, ficou eufórica com a idéia, como se fôssemos virar capa de Vogue. Ela é louca.

Passei um batom e fui para a sessão de fotos. De certo eles fariam uma maquiagem e cabelo adequado para o conceito. Que nada. O fotógrafo chegou, olhou para a minha cara e disse:

- Está ótimo!


Foto de Edson Kumasaka, o tal.


09h00




Subemprego 47: Adestradora de robôs

Alguns anos atrás teve uma moda de inteligência artificial, onde tínhamos que ensinar o computador a falar que nem gente. E eu, por ser escritora, e boa em lógica, fui lá: adestrar computador.

Ser boa em lógica significa que tenho pensamentos muito básicos. Sei, por exemplo, que quando alguém pergunta: "Qual o seu nome?" / "Teu nome?" / "Nome, por favor"

Devo responder o meu próprio nome. Ou quando perguntam:

"Que horas são"/ "As horas"/ "Tem horas"/

Devo fornecer as horas.

E assim eu ia educando a máquina. Comecei a usar a mesma técnica na minha vida. Quando me perguntavam: "vamos pegar um cinema?"/ "tá a fim de um cinema"/ "que tal um cinema hoje?"

Eu respondia: "Sim, gosto de cinema".

Perdi muitos amigos nesta época.


08h49




Subemprego 46: Estátua

Eu me cobria com tinta branca, jogava talco por cima, me enrolava num lençol branco e ia para o meio da praça. Subia num banquinho, fazia minha pose e ficava.

Isso, antes de todo mundo chegar. Assim, quando os primeiros turistas chegassem, eu já estaria instalada. Muitas vezes, nem se davam conta, o que era ótimo, pois fazia parte da cena. Mas se não dessem conta demais, eu mexia um braço.

Logo formava uma rodinha e eu ganhava uns trocos. Eles faziam as macaquices mais ridículas. Eu só mantinha o olhar perdido. E não ria.

Nos meus melhores dias, quando ia embora cheia de notas de R$1,00, chegava em casa e chorava até não poder mais. Eu era mesmo insignificante.


09h12






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