
![]() Perdendo Perninhas - grupo de amigas enfrenta os temores da quinta série Visite o Site
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Subemprego 65: Camareira dos Vikings
Esse era o nome do time de futebol: Minnesota Vikings. E não podia ser mais adequado. Depois dos jogos a diversão deles era estuprar mocinhas. Meu trabalho era arrumar o quarto deles. O primeiro dia de trabalho começou com uma reunião entre o advogado e nós - as cinco camareiras. Era um advogado cansado, que explicava as regras num tom entediado. Devia ser assim por toda cidade em que passavam, limpar a sujeira dos vikings... As regras eram: 1 - Só entraríamos nos quartos quando eles estivessem treinando 2- Caso encontrássemos um deles nos corredores, deveríamos nos retirar 3- Não usaríamos o mesmo elevador que eles; e caso os encontrássemos, sem querer, não era para cumprimentar. Nunca fiquei cara a cara com um Viking. Nem precisou. Assim que entrava no quarto, pegava a figurinha do Viking ali hospedado. Ia remexendo nas suas coisas, e traçando seus perfis psicológicos. Terminava o dia com os nervos à flor da pele!
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Subemprego 64: Motorista da Dona do Cassino
A velha índia dakota saía de casa uma vez por semana, às quartas-feiras, para ir até o cassino, acertar a contabilidade e voltar para casa com um saco de dinheiro. A velha não dirigia. Precisava de alguém para levá-la. A índia ia fumando charuto e cantarolando. Não falava. Eu ia sonhadora, naquelas estradas interestaduais americanas, uma reta sem fim. Apertava um botãozinho que travava a velocidade do carro. Tirava o pé do acelerador e os braços da direção. Ia carregada, assim como a velha, que não se importava com minha preguiça. Enquanto a velha acertava as contas no cassino eu ficava por ali, vendo o vai e vem de uma gente que era só vestígio. Daí ela entrava no carro e bufava. Eu dava meia-volta. Botava no automático. Eu só queria que alguma coisa quebrasse aquele automatismo. Um coyote, um feiticeiro, uma águia... Mas tudo isso já tinha sido exterminado. Cheguei tarde demais.
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Subemprego 63: Dublê de Vampiro
Antigamente as pessoas iam a New Orleans por três motivos: para ouvir as bandas de blues, pular o tal do carnaval deles e para ver vampiros. Meu trabalho era ficar vestida de gótica, com pó de arroz na cara, num canto de uma taverna. Eram muito organizados quanto a isso. Não era para ser nada explícito. O turista, jamais, jamais poderia perceber que era montado. Apenas um vampirinho aqui e outro ali, para criar um clima. Como não podia beber durante o expediente, eu bebia um suco de uva enjoativo, num copo de vinho. Ficava olhando aquele povo e fazendo minha cara de vampira em fim de noite. Na dúvida, não chegavam perto. Era meio tedioso, mas valeu por ter aprendido a fazer cara de vampira em fim de noite. Para combater corretores de plano de saúde, é um ótimo remédio.
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Subemprego 62: Varredora de Neve
Quanto mais nevasse, melhor. Eu gostava de varrer neve. Pegava minha pá e ia de casa em casa perguntando se precisavam de um socorro. E nem dava para eles dizerem que não. Era evidente que precisavam. O carro preso na garagem e aquele bloco de neve impedindo a passagem. Certa vez, nevou tanto, que nem deu para abrir a porta de casa. A neve atingiu um metro de altura. Ganhei muito dinheiro nesse dia. Eu me vestia como um bonequinho do South Park, imune ao frio, e dotada da energia de um super-herói. Eles não entendiam tamanha disposição. Eu chegava cantarolando, por pouco não dizia: - What a beautiful day! Para eles eu era como alguém que vibra e se diverte resgatando carros em dia de enchente do Tietê.
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Subemprego 61: Faxineira em Minnesota
Naquele dia a casa seria limpa. Depois daquele dia, só no ano seguinte. E quem faria esta limpeza era eu: a brasileira. Foi quase um trabalho de arqueologia. Fui raspando camadas e mais camadas. Depois de duas horas e quinze minutos, alcancei a bancada da pia. Aí me dei conta de que era apenas a pia. Ao lado dela havia um fogão, uma geladeira, um micro-ondas, uma sala de jantar, uma sala de estar, dois banheiros, três quartos. Entrei em desespero. Chamei a dona da casa e expliquei o caso. Teríamos que renegociar. Ia levar mais tempo do que eu havia calculado. Enquanto eu falava, ela, olhos esbugalhados, encarava a pia. - What is this? Respondi que aquela era a pia, e que eu tinha acabado de redescobri-la. Voilà! Por essa ela não esperava. Levei a maior bronca da minha vida. Ela me acusou de louca obsessiva, mandou eu acelerar o passo e apenas limpar a casa. E assim aprendi o que dicionário algum ensina, que o "just clean" não é o nosso "apenas limpar".
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Semana dos Subempregos Internacionais
Subemprego internacional é aquele em que:
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