
![]() Perdendo Perninhas - grupo de amigas enfrenta os temores da quinta série Visite o Site
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Subemprego 70: Mocinha da Natura
A primeira coisa era fazer cara de quem não acha nada caro. Entregava o livrinho e esperava. - Um batom por R$23! O que é isso? Eu fazia um biquinho e inclinava a cabeça. Dava umas piscadelas. A cliente continuava virando as páginas. Eu voltava ao rosto normal, sem expressão, sem pressa. A pasta de dente era mais difícil de explicar. Mas nesse ponto a pessoa normalmente me dispensava. Eu dava a cartada final: E saía correndo!
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Subemprego 69: Blogueira
Quando estava para concluir o "73 Obsessões", fui convidada para uma reunião lá no UOL. Queriam falar comigo. Era dessas reuniões com tecnologia. Projetaram meu blog num telão e iam apontando com uma vareta. - Um sucesso! Um campeão de audiência! Davam números de acesso. Números incríveis, estupendos. Diziam: - Isto não pode parar! Você tem que continuar escrevendo! Eu, boquiaberta, não entendia nada. O que eles queriam de mim? Então veio: - Índigo, você gostaria de ser blogueira profissional? Bem, desde então nada aconteceu. Era só uma proposta. Depois descobriram que não tinham verba... E assim, continuei escrevendo com dedicação digna de um subemprego. Todo dia uma história inédita para o leitor, no capricho. Grana mesmo... nada. A triste verdade é que tenho uma queda por subempregos. Faço de qualquer jeito, com grana ou sem. Prova disso é essa melancolia que sinto ao perceber que na semana que vem acaba tudo. Snif...
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Subemprego 68: Guia de Santuário Ecológico
Primeiro eu mandava todo mundo calar a boca, pois entraríamos num... Daí eu sussurrava bem baixinho: Sempre tinha alguma criança que perguntava: Eu fechava os olhos e respirava fundo. - O que é cosmos? - perguntava outro. Tudo isso tinha que ser falado com muita seriedade, para dar medo. A mata era bem fechada, o que ajudava. O toque final era: - Não toquem em nada. Tudo aqui está... Mais uma pausa para criar suspense. E dessa vez, muito sussurrado e de olhos arregalados, eu complementava: - .... vivo! Pronto! O resto ficava por conta de suas imaginações. Hehehe.
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Plantão de Notícias
Eu ganhei o concurso "Literatura Para Todos" na categoria contos, e agora fico pulando e sorrindo pela casa!
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Subemprego 67: Representante de tintura de cabelo
O gerente me explicou que eles eram uma marca nova no mercado de tinturas. Por mim, tudo bem. Pagando... Perguntou se eu entendia o que ele queria dizer por "nova". - Que vocês pagam mal? O gerente deu uma risadinha: - Significa que não temos muitos recursos. Normal. Eu não pretendia fazer carreira vendendo tintura para cabelos. Então o gerente perguntou até que ponto eu estava disposta e investir na empresa. - Eu gostaria de fazer carreira vendendo tintura para cabelos. É meu sonho! Resposta correta. Fui contratada na hora e assinei uma papelada que nem li. Em seguida, fui encaminhada para um treinamento. Disseram que fariam uma demonstração prática. Achei ótimo. Só não podia imaginar que o mostruário de tinturas seria meu próprio cabelo! Saí de lá com o catálogo completo na cabeça.
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Subemprego 66: subsíndica
A maior vantagem, é que eu podia ir trabalhar de pijama. A síndica tocava a campainha e dizia: - Vamos. No começo eu amarrava o cabelo, botava um roupão e ia. Enquanto a síndica gritava eu bocejava e complementava: - É isso aí. Ela gritava dizendo que era para abaixar o som e ameaçava chamar a policia. Eu dava apoio. - Total... - dizia. Não era muito eficiente. A síndica acabava ficando brava, comigo! E daí eu acordava de verdade, um saco. Depois, percebi que se eu fosse do jeito que estava: cabelo possuído, remelenta e de cara amassada, bocejando, era bem mais eficiente. Enquanto a síndica gritava, eles olhavam pra mim e perdiam o requebrado. Desligavam o som na hora. Eu era boa naquilo!
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