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Subemprego 70: Mocinha da Natura

A primeira coisa era fazer cara de quem não acha nada caro. Entregava o livrinho e esperava.

- Um batom por R$23! O que é isso?

Eu fazia um biquinho e inclinava a cabeça.
- É ridículo! Onde essa gente está com a cabeça?

Dava umas piscadelas.
- É que é da Natura...
- Eu sei que é da Natura!

A cliente continuava virando as páginas. Eu voltava ao rosto normal, sem expressão, sem pressa.
- Uma pasta de dente por R$ 8 ?! Pára! Eu compro um peito de frango por R$ 8!

A pasta de dente era mais difícil de explicar.
- Nossos produtos são superecológicos, e vão fazer superbem para sua saúde.

Mas nesse ponto a pessoa normalmente me dispensava. Eu dava a cartada final:
- Mas a senhora nem chegou na linha de tratamento anti-stress revitalizante...

E saía correndo!


08h42




Subemprego 69: Blogueira

Quando estava para concluir o "73 Obsessões", fui convidada para uma reunião lá no UOL. Queriam falar comigo. Era dessas reuniões com tecnologia. Projetaram meu blog num telão e iam apontando com uma vareta.

- Um sucesso! Um campeão de audiência!

Davam números de acesso. Números incríveis, estupendos. Diziam:

- Isto não pode parar! Você tem que continuar escrevendo!

Eu, boquiaberta, não entendia nada. O que eles queriam de mim? Então veio:

- Índigo, você gostaria de ser blogueira profissional?
- SSSIIIIIIIIIIIMMMMMM!!! - gritei.

Bem, desde então nada aconteceu. Era só uma proposta. Depois descobriram que não tinham verba...

E assim, continuei escrevendo com dedicação digna de um subemprego. Todo dia uma história inédita para o leitor, no capricho. Grana mesmo... nada.

A triste verdade é que tenho uma queda por subempregos. Faço de qualquer jeito, com grana ou sem. Prova disso é essa melancolia que sinto ao perceber que na semana que vem acaba tudo. Snif...


09h41




Subemprego 68: Guia de Santuário Ecológico

Primeiro eu mandava todo mundo calar a boca, pois entraríamos num...

Daí eu sussurrava bem baixinho:
- Santuário.

Sempre tinha alguma criança que perguntava:
- Mas não é um passeio no meio do mato?

Eu fechava os olhos e respirava fundo.
- No santuário ecológico a natureza se encontra em perfeito estado de conservação. Aqui tudo está em harmonia, fauna, flora e cosmos.

- O que é cosmos? - perguntava outro.
- Somos nós. Agora, silêncio.

Tudo isso tinha que ser falado com muita seriedade, para dar medo. A mata era bem fechada, o que ajudava. O toque final era:

- Não toquem em nada. Tudo aqui está...

Mais uma pausa para criar suspense. E dessa vez, muito sussurrado e de olhos arregalados, eu complementava:

- .... vivo!

Pronto! O resto ficava por conta de suas imaginações. Hehehe.


07h06




Plantão de Notícias

Eu ganhei o concurso "Literatura Para Todos" na categoria contos, e agora fico pulando e sorrindo pela casa!


07h04




Subemprego 67: Representante de tintura de cabelo

O gerente me explicou que eles eram uma marca nova no mercado de tinturas. Por mim, tudo bem. Pagando...

Perguntou se eu entendia o que ele queria dizer por "nova".

- Que vocês pagam mal?

O gerente deu uma risadinha:

- Significa que não temos muitos recursos.

Normal. Eu não pretendia fazer carreira vendendo tintura para cabelos. Então o gerente perguntou até que ponto eu estava disposta e investir na empresa.

- Eu gostaria de fazer carreira vendendo tintura para cabelos. É meu sonho!

Resposta correta. Fui contratada na hora e assinei uma papelada que nem li. Em seguida, fui encaminhada para um treinamento. Disseram que fariam uma demonstração prática. Achei ótimo.

Só não podia imaginar que o mostruário de tinturas seria meu próprio cabelo! Saí de lá com o catálogo completo na cabeça.


09h11




Subemprego 66: subsíndica

A maior vantagem, é que eu podia ir trabalhar de pijama. A síndica tocava a campainha e dizia:

- Vamos.

No começo eu amarrava o cabelo, botava um roupão e ia. Enquanto a síndica gritava eu bocejava e complementava:

- É isso aí.

Ela gritava dizendo que era para abaixar o som e ameaçava chamar a policia. Eu dava apoio.

- Total... - dizia.

Não era muito eficiente. A síndica acabava ficando brava, comigo! E daí eu acordava de verdade, um saco.

Depois, percebi que se eu fosse do jeito que estava: cabelo possuído, remelenta e de cara amassada, bocejando, era bem mais eficiente. Enquanto a síndica gritava, eles olhavam pra mim e perdiam o requebrado. Desligavam o som na hora. Eu era boa naquilo!


08h50






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