
![]() Perdendo Perninhas - grupo de amigas enfrenta os temores da quinta série Visite o Site
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Subemprego 73: Escritora neurótica
Só consigo fazer literatura de manhã. Entre as 8:30 e 11:30h. Acordo, tomo café e começo. Não posso tomar banho, sair na rua, atender telefone. É uma limitação que eu tenho. Mas desde que comecei a escrever blogs, minha rotina de escrita foi interrompida, pois eu tinha que postar o texto do dia até às 10:30h. Isto teve um efeito corrosivo na minha produção literária. Se eu passasse a postar na parte da tarde, tudo seria diferente. A parte da manhã estaria preservada. Mas como comecei a postar de manhã, tive que continuar postando de manhã. Eu sou assim. E aqui estou. Cheguei até o fim. No meu relógio são 9:28h. E este é o último. Escrever a Série 73 teve um efeito muito importante na minha vida. Passei a ser lida, e esta é a maior realização que uma escritora, mesmo neurótica, pode ter. Agradeço a excelente companhia. Estarei de volta segunda-feira, dia 5, às 17:30h. A partir de agora meu blog passa a ser vespertino. Ah, fora isso terei outras novidades. Neste novo blog, nada de 73 isso ou aquilo. Aguardem...
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Subemprego 72: Dona de gata-propaganda
O gato vencedor ganharia um fornecimento vitalício em latinhas de ração, mais a realização do sonho de ser gato-modelo da marca, com sua foto estampada em toda linha de produtos! Naquela mesma tarde corri para o correio e mandei o portfólio da Valentina. Gorda do jeito que é, daria uma ótima modelo. Aguardei ansiosamente o resultado durante dois meses. Uma vez gata-propaganda da Friskies, o céu era o limite. Capa da "Gatos", figurante em filme nacional, capa de caderno, cartões de aniversário... Valentina tinha nascido para brilhar. E, de fato, ela ganhou. Uma semana depois estávamos no estúdio. Apresentei-a à modelo humana. As duas ficaram sentadas numa poltrona, no maior mimo, com uma lareira ao fundo. Valentina tirou de letra. Voltou para casa toda cheia de si. Quando me perguntou sobre o próximo evento, dei um chega pra lá. Morro de ciúmes.
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Subemprego 71: Vendedora de cacarecos
Tinha desde óculos de sol da Barbie até pacotes fechados de figurinhas do "Amar é". Tudo sem preço. Valor inestimável. No sábado era Benedito Calixto. No domingo, feirinha do Masp. Arrumava tudo bem organizadinho e esperava. - Olha! A Margarida Dançante! Eu tinha uma dessas! Funciona? Claro que funcionava. Eu nem respondia, só ligava o botão. A margarida imediatamente rebolava na cara da pessoa. - Quanto é? Como disse, valor inestimável. Se ela realmente gostasse da Margarida Dançante, ainda teria a sua. Por que eu venderia a minha? - Duzentos e cinqüenta reais. - Ah... Obrigada. Eu era maldosa. Não deixava ninguém levar coisa alguma. Jamais!
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